quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Crítica: Bug


Agnes (Ashley Judd) é uma empregada de mesa solitária.
O seu violento ex-marido (Harry Connick Jr.) acabou de sair da prisão em liberdade condicional e a sua melhor amiga acolheu recentemente um misterioso veterano da Guerra da Golfo chamado Peter (Michael Shannon).
Fragilizada, Agnes apaixona-se por Peter e cedo Peter começa a partilhar o sombrio quarto de motel de Agnes. Tudo parece correr bem… até que Peter começa a falar de forma obsessiva nos “insectos” que o governo injecta nos corpos dos ex-combatentes. Estará Peter a contar a verdade? Será apenas paranóia?

O veterano William Friedkin (O Exorcista; Os Incorruptíveis Contra a Droga) assina com BUG um thriller psicológico intenso sobre as fronteiras da alienação, com a actriz nomeada duas vezes para Globos de Outro Ashley Judd no principal papel.

William Friedkin autor de dois clássicos do cinema dos anos 70, O Exorcista e Incorruptíveis Contra A Droga, assina um filme ousado, corajoso de difícil "digestão" e que certamente será apreciado por um pequeno lote de espectadores.
Bug prima pela força dos dois protagonistas que fazem um trabalho notável levando ao limite a noção entre paranóia e realidade. Adaptado da peça de teatro homónima, por vezes temos a noção que as interpretações e os planos de camera são muito teatrais sem que isso não prejudique a obra.

O filme é claramente de autor, não tem nada de comercial e acredito que sendo hoje um filme de culto muito respeitado por alguns e odiado por muitos mais, certamente que daqui a uns anos poderá virar um clássico do cinema.

Apesar de ser difícil este Bug é o melhor filme de William Friedkin dos últimos anos. Se querem entrar num thriller psicológico perturbante, num mundo no limiar da realidade e paranóia, na história de duas pessoas que se apaixonam e se entregam a esse amor, então Bug é um desses filmes.

NOTA FINAL: 7/10

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